
Desculpem o atraso, mas tá aí: para a Elegantly Dressed Wednesday, essa Marilyn Monroe só de maiô e très très chic.
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Achei que não fosse acontecer mas aconteceu: o Twitter está monopolizando minha vontade de escrever.
O dilema não é só meu mas geral. Um dos critérios de nossa época para credenciar um texto como "bom" é a precisão e a capacidade de ser suscinto. Convenhamos, temos preconceito contra um texto mais longo. É muito mais fácil agradar com um texto breve e smart.
Pois bem, o formato do Twitter obriga o sujeito à rapidez. Já o blog exige mais e nem sempre dá o retorno esperado - muita gente lê e não comenta, ou não lê, ou sei lá. Enfim, se isso aqui estiver muito parado, você(s) pode(m) me encontrar no Twitter. O link está aí do lado.
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Segundo "veja bem" da campanha "Por que no te calás, Jabor?": a
carta aberta ao Sérgio Cabral, escrita por ele, é tocante. Melhor ainda é o
texto sobre a decadência do Rio. Digno de nota.
Jabor é carioca mas passa a maior parte do tempo na ponte aérea. É um carioca, sempre vai ser; mas também não é mais. Morando em São Paulo ganhou distância para avaliar a lama em que o Rio ameaça afogar-se.
Cresci em Ipanema. Estudei no Leblon e Gávea. Deixei o Rio para vir para SP pela primeira vez aos 16 anos. Fiquei cinco, voltei pro Rio, fiquei um, voltei pra São Paulo. E pro Rio não volto mais. Ou, pelo menos, não enquanto a cidade continuar parada no tempo e na história como há anos está.
É triste. Andei vendo um
programa engraçadíssimo sobre a "cozinha verdade, cozinha guerrilha". O protagonista é um ator carioca chamado Paulo de Oliveira interpretado pelo ator carioca Paulo Tiefenthaler, na cozinha de seu apartamento (de verdade) em Santa Teresa, bairro descolado do Rio. A culinária é, na verdade, uma desculpa para um ótimo programa de humor solto, improvisado e muito carioca. Pra quem já morou no Rio o coração aperta de saudade, não tem jeito. Mas, veja bem, qual é o tema principal das piadas? A crise - não essa que varreu o mundo em 2009, mas aquela outra na qual o Rio se encontra há décadas. É um programa de puro humor carioca, que só poderia ser feito por um. É o típico carioca rindo da desgraça tipicamente carioca, de forma inequivocadamente carioca. É hilário, mas dá vontade de chorar também.
Quando foi que o Rio deixou de ser o Rio para se contentar em ser uma cidade que "é uma merda, mas é boa", como diz a piada? O que aconteceu com o Rio, com o meu Rio de Janeiro? Que tristeza. E, cariocas, aqui de uma exilada: faço eco às palavras de Jabor. Sei que vão querer cuspir em mim, vão dizer que nem carioca sou mais, que já virei paulista, etc, mas prestem atenção: continuar negando os problemas do Rio, continuar com essa mentalidade "o Rio é a melhor cidade do mundo", isso é tapar o sol com a peneira. Pior: isso é ajudar a enterrar essa cidade. Só se resolve os problemas que são reconhecidos. Sem isso não dá nem pra começar.
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Por último: não vou na FLIP porque realmente me falta saco para a pagação, a multidão, a exploração de preços, enfim, para o circo. E porque,
principalmente porque o melhor da festa,
Sophie Calle,
chega ao Sesc de São Paulo em Julho. Essa senhora é um espetáculo e ando irremediavelmente apaixonada por ela. Quando crescer, quero ser Sophie Calle.